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Riscos para a agricultura

O folheto que irritou a Monsanto!

Actualização a Agosto 2009 - Depois de uma onda de controvérsia, a brochura foi recolocada online no site do Ministério da Agricultura brasileiro. Aparentemente a distribuição em papel também está a ser retomada. Uma coisa é certa: se a Monsanto pretendia abafar este documento, o que conseguiu foi uma enorme publicidade e divulgação para o mesmo, dentro e fora do Brasil. Bom trabalho!

Julho 2009 - O Ministério da Agricultura brasileiro (que está longe de ser anti-OGM!) publicou uma brochura de divulgação da agricultura biológica onde tem duas frases simples, objectivas e pacíficas sobre transgénicos:

«O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies.»

A empresa Monsanto ficou enfurecida e movimentou todas as suas influências. Conseguiu bloquear a distribuição do documento em papel e fez ainda que ele fosse retirado do site do Ministério da Agricultura brasileiro. Liberdade de expressão? Democracia? Nada de confusões. Esta empresa prefere a linha do pensamento único, obviamente traçada por eles.

Mas, enquanto a Monsanto não consegue fechar a democracia no mundo inteiro, aproveite para descarregar a brochura brasileira "O Olho do Consumidor"

Ghettos Agrícolas

A única maneira de evitar que as culturas transgénicas contaminem o resto, é — de acordo com os cientistas pagos pela União Europeia para estudar o assunto no âmbito do projecto Co-Extra — ghettizar a agricultura, segregando áreas com e sem transgénicos. Yves Bertheau, da instituição francesa de investigação agronómica INRA e colaborador do projecto, afirmou na sessão pública de apresentação dos resultados finais deste trabalho: "O pólen de algumas plantas pode chegar a 30 km de distância".

Para saber mais, veja aqui a notícia original da AFP.

400 dos maiores especialistas mundiais arrasam os OGM

Quem não conhece o IPCC, o painel internacional sobre alterações climáticas, que ganhou o Prémio Nobel da Paz? O equivalente agrícola do IPCC chama-se IAASTD (International Assessment of Agricultural Science and Technology for Development) e durante quatro anos envolveu mais de 400 especialistas de todo o mundo num processo liderado por um alto funcionário do governo britânico a pedido do Banco Mundial, FAO e Organização Mundial de Saúde, entre outros.

Em Abril de 2008 o IAASTD publicou o seu relatório cujo objectivo era clarificar qual o futuro papel da agricultura e do conhecimento e tecnologias agrícolas face aos objectivos mundiais de redução da fome e pobreza, melhoria da vida rural e facilitação de um desenvolvimento ambiental, social e economicamente equilibrado. É a primeira vez que as instituições internacionais desenvolvem tal esforço de visão global e perspectivação do que deve ser a evolução da agricultura face aos desafios da Humanidade.

Em relação aos OGM o relatório do IAASTD - que já foi ratificado por mais de 60 governos - considera-os incompatíveis com os métodos ecológicos e a produção de pequena escala, sendo que estes últimos oferecem as melhores hipóteses de solução integrada e devem ser objecto do máximo investimento por parte de países e agricultores.

Comité das Nações Unidas firme contra os OGM

Na sua sessão de 28 de Abril a 16 de Maio de 2008 o Comité dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais do Conselho Económico e Social das Nações Unidas aprovou um conjunto de observações que incluem uma fortíssima crítica aos transgénicos e a exigência de que os agricultores sejam protegidos face às grandes empresas multinacionais. Especificamente no parágrafo 29 do documento é referido:

"O Comité está muito preocupado com o facto de que as extremas dificuldades por que passam os agricultores têm conduzido a um aumento dos suicídios ao longo da última década. O Comité está particularmente preocupado com o facto de que a extrema pobreza dos pequenos produtores causada pela falta de terras, falta de acesso ao crédito e falta de infrastruturas rurais adequadas, tenha sido exacerbada pela introdução de sementes geneticamente modificadas provenientes das empresas multinacionais, com a consequente subida nos preços das sementes, fertilizantes e pesticidas, sobretudo na cultura do algodão."

Clicar aqui para descarregar o documento em inglês.

Irlanda: governo quer o país livre de OGM

O ministro irlandês da agricultura confirmou, em entrevista a um jornal a 14 de Junho de 2008, a política oficial de manter toda a Irlanda livre de culturas transgénicas. O ministro acrescentou ainda que, até à data, ainda não houve qualquer procura para cultivar transgénicos no país.

Clicar aqui para ver a notícia original.

Grécia proíbe cultivo por mais 2 anos!

Em 2008 o governo grego decidiu estender a moratória ao cultivo do milho transgénico MON 810 por mais dois anos. Segundo o ministro da agricultura, "Esta nova decisão está baseada nas mesmas bases legais e científicas mas inclui novas descobertas e dados científicos, nomeadamente quanto à saúde humana e apicultura". E os apicultores portugueses, quem os protege?

Clicar aqui para ver a notícia original.

Suíça estende moratória aos OGM!

O governo federal da Suíça aprovou em Maio (2008) a extensão por três anos da moratória actualmente vigente contra o cultivo de OGM, que assim irá manter-se até 2013. Até lá deverão ser desenvolvidos estudos que permitam decidir sobre a sua real segurança. Entretanto, o facto de a agricultura estar livre de OGM tem, ainda segundo o governo, trazido benefícios aos agricultores.

Clicar aqui para ver a notícia original.

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