Diga o que pensa a quem manda!

ACTUALIZAÇÃO A 2010/07/14 - Grande vitória! Após meses de campanha, e depois de ter reunido ontem, 13 de Julho, com a Plataforma Transgénicos Fora, o Ministro da Agricultura António Serrano anunciou que o nosso governo vai estar contra a aprovação do arroz transgénico "ao nível técnico e ao nível político". Falta agora conseguir que um número suficiente de países faça o mesmo nas votações em Bruxelas!



Ajudar a defender o nosso arroz é simples. Basta:
 

      1. Informar-se!
      2. Agir!
      3. Divulgar!

Pela primeira vez uma empresa (a alemã Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética vai chegar directamente ao nosso prato. O que fazer?

1º passo: Informe-se!

SABIA QUE...

... o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 17 quilos por ano!

... a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove em 2010 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos?

... o arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, também da Bayer? Isso significa que cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz - e o glufosinato foi avaliado como sendo de «alto risco» para o ser humano e outros mamíferos.

... na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017? Se a União Europeia aprovar o arroz transgénico é como estar a dizer: «Não permitimos cá este herbicida, mas não queremos saber se abrimos as portas para este arroz ser produzido noutros países que assim vão ficar poluídos. Também não nos interessa se o glufosinato, apesar de proibido, acaba por voltar a entrar na nossa cadeia alimentar através do arroz que importarmos.»

... os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz?

... a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal?

... a Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, apenas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuízo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Descartou-se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «um acto de Deus»!

... esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. A consequências será a contaminação das variedades de arroz um pouco por todo o mundo. E finalmente a União Europeia ver-se-á obrigada a autorizar o cultivo transgénico também por cá, porque – tal como já acontece com outras espécies – as variedades normais de arroz terão ficado irremediavelmente comprometidas.

... nada está perdido? Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.

2º passo: Passe à acção!

ESCREVA ao Ministro da Agricultura e diga-lhe para votar contra qualquer autorização do arroz transgénico LL62. Os contactos são estes:

Morada: Ministério da Agricultura, Praça do Comércio, 1149-010 LISBOA
Email: gabministro@madrp.gov.pt
Fax: 213 234 604

Pode usar o texto abaixo, ou modificá-lo como entender. Por favor envie-nos cópia do email, carta ou fax para info@stopogm.net

EXEMPLO DE CARTA

Exmo Sr Ministro da Agricultura,

Venho por este meio expressar a minha total oposição à aprovação do arroz transgénico LL62 da Bayer e solicitar que vote contra esse arroz em todas as circunstâncias ao seu alcance. Se fosse aprovado, o arroz LL62 seria o primeiro transgénico em circulação na União Europeia dirigido directamente ao consumo humano. Tornar-se-ia parte da alimentação de todos: pessoas saudáveis e doentes, crianças e adultos, grávidas e idosos. Mesmo que no supermercado - se a rotulagem estivesse a ser cumprida! - fosse possível evitar comprar esse arroz, já não haveria nenhuma escolha em cantinas ou restaurantes. E, com o tempo, a contaminação tornaria cada vez mais difícil produzir e manter arroz normal, livre da presença transgénica. O arroz não transgénico tornar-se-ia uma raridade cara, só para as elites que apreciam o gourmet e o pudessem pagar.

Portugal é o terceiro maior produtor de arroz da União Europeia, e os portugueses comem, por ano, mais arroz do que qualquer outro europeu. Se o arroz transgénico da Bayer for aprovado para o mercado europeu, seremos dos mais afectados. É pois a nossa saúde, economia e cultura que estão em causa.

Senhor Ministro: não há ninguém em Portugal a pedir arroz transgénico - nem a indústria, nem os consumidores, nem os agricultores. Qualquer voto português a favor, ou mesmo uma abstenção, representaria uma vénia a interesses que não são os nossos. Para protecção dos consumidores e do arroz cultivado em Portugal apelo a que o governo assuma as suas responsabilidades e afirme publicamente que fará tudo ao seu alcance para evitar este atentado à nossa alimentação e gastronomia.

Com os melhores cumprimentos,

NOME:_________________________________________________________________

BI:_____________________
[ASSINAR COM NOME COMPLETO E INDICAR O NÚMERO DO BILHETE DE IDENTIDADE]

3º passo: Peça aos seus amigos para fazerem o mesmo!

Envie aos seus amigos, familiares ou conhecidos a indicação para vir a esta página (http://www.stopogm.net/?q=node/709) ou mande-lhes a informação de modo a que também possam escrever ao nosso ministro. Também é importante que fiquem a saber que todos os pedidos/protestos ao ministro devem ser enviados com cópia para a Plataforma Transgénicos Fora (info@stopogm.net) para que possamos fazer uma contagem aproximada.

Comentários

Após providencia cautelar por parte do Municipio de Salvaterra de Magos/Acção popular Justiça estagna, Milho trangénico cresce, neste preciso momento, na mata nacional do Escaroupim, supostamente uma "zona Protegida" em Salvaterra de Magos.

http://largodoscombatentes.blogspot.com/2009/10/justica-estagna-milho-transgenico.html

Boa Noite

Na minha humilde opinião, acho que deveria criar uma petição ((http://www.petitiononline.com)

O assunto é importante demais e talvez por essa via, se obtenha mais participação.

Agora já vamos nas Beringelas, com a India como "laboratório"...

http://timesofindia.indiatimes.com/india/Bt-brinjal-debate-goes-to-people/articleshow/5128675.cms

Esta informação infelizmente deveria estar mais presente nos midia, para informar a população e tonarmos conscientes da situação em que nos encontramos, mas infelizmente isso não acontece. Quero dizer que não tinha bem noção deste assunto.

Já há alguma petição elaborada cá para Portugal?
O Codex Alimentarius vai mesmo entrar em vigor em Janeiro 2010, com aqueles pontos que são um insulto à inteligência humana? Passo a citar:
*(1) globalização das normas, *
*(2) abolição da agricultura/ criação orgânica, *
*(3) introdução de alimentos geneticamente modificados, *
*(4) remoção da necessidade de rótulos explicativos de qualquer espécie*
*(5) restrição de todos os remédios naturais, que serão classificados como drogas.*

Estamos muito interessados em ajudar a combater este tipo de atentado à dignidade humana.

O Codex Alimentarius não faz leis, e não vai impor essas normas que refere. Há de facto tentativas de utilização do Codex para proteger os transgénicos e reduzir em geral a informação a que o consumidor tem direito, mas não vão "entrar em vigor" e muito menos já no próximo mês. O Codex é um instrumento de concertação mundial na área alimentar, que pode ser usado como critério mínimo comum a nível da Organização Mundial do Comércio. Mas o que refere não está correcto. No entanto, a nível europeu por iniciativa dos lóbis de interesses especiais, muito tem sido feito para reduzir o acesso a medicamentos e suplementos naturais. Isso é um problema grave, mas a causa não está no Codex.

Sem querer parecer antipático pergunto se tem a certeza do que está a negar? Acredito que o Codex não seja a causa, mas será com certeza o meio.
Digo isto devido a uma palestra de 2005 que assisti recentemente, na qual a respectiva investigadora pareceu-me ter toda a certeza do que estava a falar...
Inclusivamente menciona a redefinição de nutrientes (especificamente proteínas e vitaminas) ao passarem a ser considerados tóxicos, levando ao estabelecimento de tectos máximos dos respectivos consumos. Neste ponto, é clara a inevitabilidade do recurso aos transgénicos, já que um vital fruto passará a ter "excesso" de nutrientes.

Caso ainda não tenha visto, aconselho a assistir aos seguintes vídeos no seu todo:

Nutricide

A World Without Cancer

Este último é deveras importante, alegando a viciação da FDA em testes científicos.
Mostra essencialmente que o cancro é uma deficiência genética acentuada pela ausência da vitamina B17. Tal como o escorbuto é falta de vitamina C, e que a medicina oficial levou 30 anos a admitir.

Perdão pelo excesso, mas peço consideração já que é informação importante a nós ocultada.

Caro Paulo,
Os trabalhos no Codex Alimentarius (CA) não são o foco principal da actividade da Plataforma Transgénicos Fora. Não estamos, por isso, ao corrente de tudo o que se passa com o CA - até porque existem muitas outras vertentes em que toca para além da dos OGM. No entanto, para o caso dos OGM, podemos confirmar que, por exemplo no que toca à avaliação de risco, as "regras" do CA são mais exigentes e abrangentes que as que estão em vigor na União Europeia. De modo que o CA não parece representar um perigo iminente quando comparado com outras instituições (como a EFSA ou a Comissão Europeia, para não falar no governo americano). Isto para o caso dos transgénicos, como é evidente.
Boas lutas,
Plataforma Transgénicos Fora

SE FOSSE SÓ O ARROZ! o problema é esta lista gigante de pedidos já feitos:
http://gmoinfo.jrc.ec.europa.eu/gmp_browse.aspx

Caro wsadfz,
Esssa lista que refere é de facto problemática, mas inclui apenas pedidos para testes de campo. Ou seja, não se refere a transgénicos para comercialização e consumo enquanto alimentos, porque nesses testes os transgénicos têm de ser destruídos no final e não podem entrar na cadeia alimentar. O caso do arroz é muitíssimo mais problemático: trata-se de um transgénico que quer entrar definitivamente na nossa alimentação. E claro que, com a contaminação, onde entram transgénicos nada escapa. Se não quiser comer arroz impróprio até para cobaias, escreva ao nosso Ministro da Agricultura!

Devia ter sido com mais tempo!!! As manifestações são muito em cima da hora! mas força ai! eu estarei no Porto!!! e continuarei a luta no dia 8 de Maio em que vou organizar uma manif no Porto!!! Agradeço o vosso trabalho!!!

Sou habitante do baixo Mondego e fiquei preocupada depois de ler o conteúdo desta pagina no que diz respeito ao arroz transgénico. Mesmo porque tenho muito orgulho no que se faz de melhor na minha zona e ficaria muito triste por saber que a produção de arroz se pode transformar num assassino silencioso. Só acho que existe pouca informação a respeito disto, mesmo porque assim como eu desconhecia a maior parte da população está na mesma situação. Enfim já é habito o pais estarmos perante situações em que devemos tomar uma posição na união europeia e o povo nem sabe.

Olá... Sou uma mãe muuuito descuidada, mas que de há uns tempos para cá começo a estar mais atenta... e sinceramente só acordei para os alimentos transgénicos, porque vi num cartaz de gelados...free of t... e de repente sei lá... acordei... bem mais vale tarde que nunca já alguem dizia...
Eu já tinha banido da minha lista de compras produtos da marca nestle, porque tinha lido na greepeace que estão na lista vermelha... e porque um amigo falou-me de outras coisas... mas é a tal coisa... há pouca informação... infelizmente é algo de que não falam nas telenovelas (sim é uma piada... mas com muita razão de ser, não??) e nem todos temos acesso à net... eu ando a tentar estar mais atenta... mas por exemplo... eu, como consumidora, como consigo ver se um produto é transgénico??? eu bem andei a ler as embalagens da nestle para ver se descobria e desisti... limitei-me a acreditar na palavra da greenpeace e mudei de marca... mas e se essa marca tb utiliza???
acredito que como eu exista muito mais gente que não é por mal que acabe por consumir destes produtos...
O meu muito obrigado por este espaço... e vou estar muito mais atenta... e vou ver como é aqui onde vivo...

Cara Sónia,
Obrigado pela visita e pelo comentário. De facto actualmente (e muito por causa da rejeição e protestos dos consumidores de toda a Europa) existem muito poucos transgénicos nos supermercados portugueses. Onde deve ter mais cuidado é na secção dos óleos, porque várias marcas usam soja geneticamente modificada (transgénica).
No entanto é bom ter a noção de que existem muuuuuitos transgénicos em circulação. Simplesmente eles vão para as rações animais, e no supermercado esses produtos animais (leite, ovos, carne...) não têm rotulagem nenhuma. Neste caso, para evitar ser consumidora indirecta de transgénicos, tem duas hipóteses: comprar directamente a algum produtor com quem tenha uma relação de confiança, ou comprar produtos de agricultura biológica.
Cumprimentos,
Plataforma Transgénicos Fora

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