Riscos para a saúde

Associação de médicos adverte contra os transgénicos e pede moratória

2009/05/19 - A Academia Americana de Medicina Ambiental (AAMA) levantou sérias dúvidas quanto à segurança dos transgénicos em termos da saúde humana e pediu uma moratória imediata à sua venda.

A AAMA analisou a ciência disponível e concluiu que "a relação entre os transgénicos e efeitos negativos na saúde é mais do que uma mera coincidência", e que a ligação causa-efeito "é confirmada em vários estudos em animais". Ainda segundo a AAMA, os riscos para a saúde são sérios e incluem a infertilidade, desregulação imunitária, envelhecimento acelerado, desregulação de genes associados à síntese do colesterol, à regulação da insulina, à comunicação celular e à síntese proteica, e ainda alterações hepáticas, renais e gastrointestinais.

A Dra. Jennifer Armstrong, presidente da AAMA, afirmou: "Os médicos provavelmente estão a encontrar estes efeitos nos seus doentes, mas não sabem colocar as questões correctas". Face a esta realidade a AAMA pediu a realização de estudos científicos independentes sobre as consequências de longo prazo dos transgénicos na saúde humana, para além de rotulagem generalizada.

Para saber mais pode descarregar o comunicado de imprensa da AAMA e o relatório de reflexão da AAMA.

Segundo matemático, é irrisória a fiabilidade estatística dos estudos sobre impactos dos transgénicos

2009/05/13 - De acordo com uma notícia publicada hoje no jornal Le Monde, o matemático francês Marc Lavielle afirma que as experiências onde se deveria determinar o impacto na saúde de cada transgénico não têm potência estatística suficiente para permitir que se tirem conclusões.

Este especialista, o único da sua área com assento no Alto Conselho sobre Biotecnologias criado pelo governo francês, afirma: "os testes são aplicados a grupos com apenas cerca de uma dezena de ratos, durante algumas semanas...", ou seja, "as amostras [de animais] são pequenas demais para afastar a incerteza".

Este problema da significância estatística dos estudos realizados pela indústria da engenharia genética - ou, mais exatamente, da sua falta - já tem sido levantado no passado e por isso não é novo. Mas a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar não parece preocupada com ele, uma vez que continua a dar a sua chancela de aprovação a dossiers que carecem de rigor matemático.

Comer faz mal à saúde... quando é milho da Monsanto

Foram divulgados a 11 de Novembro de 2008 os resultados de um estudo pela Universidade de Viena sobre as implicações a longo prazo para a saúde de uma alimentação rica em milho transgénico. Os resultados mostram que a fertilidade dos ratinhos alimentados com milho geneticamente modificado foi seriamente afectada, observando-se uma descendência menor do que para os ratinhos alimentados com milho convencional.

Os OGM, a Saúde, os Riscos e as Decisões

INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY Boletim de Julho de 2007

ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS: TOXINAS E INSUCESSOS REPRODUTIVOS

A retórica oficial desde o início dos anos 90 proclama que os alimentos geneticamente modificados (OGM ou GM) são equivalentes aos seus correspondentes naturais que existem desde há séculos. Mas esta é uma afirmação puramente política, sem nada de científico. Numerosos cientistas do FDA [a autoridade americana de segurança alimentar] têm sistematicamente considerado estes novos alimentos GM como preocupantes. Para além do potencial para causarem problemas nutricionais e alérgicos difíceis de detectar, os cientistas afirmaram que "A possibilidade de mudanças acidentais inesperadas nas plantas GM" pode conduzir a "concentrações inesperadamente elevadas das substâncias tóxicas da planta"...[1]

OGM: As provas existem

No seu editorial de 25 de Agosto do corrente ano o semanário Expresso afirmava, taxativamente: “Não há qualquer – uma só – prova científica de que o milho transgénico (da qualidade que é autorizado em Portugal e na Europa) seja pernicioso para a saúde.” A segurança alimentar e ambiental dos organismos geneticamente modificados (OGM, transgénicos) em circulação no espaço europeu é certamente uma das questões centrais na contestação que lhes é movida e a posição do editorialista, a estar correcta, desarmaria muitas das críticas que se têm ouvido ao longo da última década. Vale pois a pena verificar a (in)existência de provas científicas. Claro que a ausência de prova, por si só, não prova a ausência de riscos. Mas sem qualquer prova documentada de impacto negativo dificilmente se justifica accionar medidas restritivas contra os OGM, mesmo ao abrigo do Princípio da Precaução.

OGM e Alergias - Parte 2: o milho GM

INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY
Boletim de Junho de 2007


OS ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS PODEM AUMENTAR AS ALERGIAS ALIMENTARES


Parte 2 - MILHO GENETICAMENTE MODIFICADO

A indústria da engenharia genética gosta de dizer que vende culturas geneticamente modificadas (GM) que resistem às pragas. Isto poderia induzir a imagem de insectos a afastar-se dos campos com culturas GM. Mas “resistir às pragas” é apenas um eufemismo que na verdade significa “contém um pesticida letal”. Quando os insectos ingerem a planta GM o pesticida perfura-lhes o estômago e morrem.

OGM e Alergias - Parte 1: a soja GM

INSTITUTE FOR RESPONSIBLE TECHNOLOGY
Boletim de Maio de 2007

OS ALIMENTOS GENETICAMENTE MODIFICADOS PODEM AUMENTAR AS ALERGIAS ALIMENTARES

Parte 1 – SOJA GENETICAMENTE MODIFICADA

O enorme aumento das alergias alimentares infantis nos Estados Unidos é frequentemente noticiado(1), mas a maior parte dos relatórios é omissa quanto a uma mudança radical recente da dieta americana. Desde 1996, genes de vírus, bactérias e outras células têm vindo a ser introduzidos artificialmente no DNA da soja, milho, algodão e colza. Estes alimentos geneticamente modificados (GM), muitas vezes não rotulados, apresentam o risco de desencadear reacções alérgicas mortais e as provas recolhidas na última década sugerem que alguns deles estão a contribuir para o aumento das alergias.

O Ministério da Saúde não é inocente

Será por ignorância?
O Ministério da Saúde demitiu-se da sua responsabilidade de zelar pela protecção da saúde pública, pelo menos no âmbito dos testes com milho transgénicos pedidos para Rio Maior, Alcochete e Salvaterra de Magos. O grande argumento apresentado: como o milho resultante desses ensaios não é para comer, não há problema nenhum. Assunto encerrado. Ou não? O Ministério esqueceu-se, por exemplo, de que as abelhas podem levar o pólen transgénico a quilómetros de distância. O que é que acontece a quem comer mel contaminado? O Ministério nem sequer colocou a pergunta, e dificilmente terá qualquer resposta. Veja abaixo as outras perguntas que o Ministério da Saúde se esqueceu de colocar.

Da Rússia, os factos

CIENTISTAS RUSSOS APRESENTAM NOVOS DADOS SOBRE A INFLUÊNCIA PREJUDICIAL DOS OGM NA SAÚDE HUMANA
Agência Noticiosa Regnum
11 de Maio de 2007

«Os resultados das nossas pesquisas sobre a influência dos organismos geneticamente modificados (OGM) nos organismos vivos tornam duvidosa a sua inocuidade» disse hoje Alaxander Baranov, presidente da Associação Nacional para a Segurança Genética, numa conferência de imprensa no Centro REGNUM em Moscovo.

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