Consumo de transgénicos

LEITES INFANTIS EM PORTUGAL: COMO EVITAR TRANSGÉNICOS MESMO SEM HAVER RÓTULO

2015/06/29 _ Divulgada hoje pesquisa que dá finalmente a possibilidade de escolher 
A maior parte dos leites infantis à venda em Portugal é proveniente de uma cadeia de produção que envolve animais alimentados com rações transgénicas. Quais são essas marcas, e quais as alternativas, não era conhecido até hoje visto que o regulamento europeu de rotulagem só prevê informação ao consumidor quando os ingredientes transgénicos estão diretamente presentes no produto final (o que não é o caso das rações animais). A Plataforma Transgénicos Fora contactou as principais marcas multicanal de leites infantis e traçou pela primeira vez o quadro das opções a nível nacional...

COMO EVITAR TRANSGÉNICOS NAS COMPRAS EM HIPERMERCADOS?

2013/02/25 _ Analisada presença de OGM nos hipermercados portugueses
Os dez maiores hipermercados portugueses foram visitados em Lisboa e no Porto e avaliados quanto ao risco a que expõem os seus clientes no tocante aos alimentos transgénicos: os resultados demonstram grandes diferenças que podem ajudar os portugueses a decidir onde fazer as suas compras....

A Lista Negra

A Plataforma Transgénicos Fora realizou nos hipermercados, no final de 2012 e início de 2013, um levantamento dos óleos que contêm ingredientes transgénicos (ingredientes esses que atualmente se resumem à soja). Abaixo pode ver a lista completa das marcas de óleo que incluem soja transgénica. Os produtos biológicos são sempre produzidos sem transgénicos. A lista será atualizada sempre que surgirem novas informações.

MARCA DO ÓLEO
PRODUTOR OU DISTRIBUIDOR

ONDE ESTÁ À VENDA

Apetite
Sovena
Pingo Doce
Finóleo
Sovena Intermarché
Frigi
Sovena Continente, E. Leclerc, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché e Jumbo
Fritóleo
Sovena El Corte Inglés e Jumbo
Abrilsem
Aceites Abril
Froiz
Gesi
Sovena Continente
Olisoja
Sovena Continente, El Corte Inglés e Jumbo
Pôr do Sol
Riazor
Continente
Serrata
Cidacel
E. Leclerc
Top Budget
Regional Mercadorias
Intermarché
Vêgê
Sovena
Continente, E. Leclerc, El Corte Inglés, Froiz, Intermarché e Jumbo
Vitóleo
Sovena Lidl

Nota: A marca SOS Pobreza comercializada em benefício da AMI inclui um óleo que contém soja geneticamente modificada. No entanto fomos alertados pela AMI a 25 de janeiro de 2013 de que este produto ia deixar de ser comercializado. É pois de esperar que o óleo desapareça dos supermercados após esgotamento das existências.

Nova sondagem sobre as preferências europeias

Novembro de 2010 - Foi publicado pela Comissão Europeia um novo levantamento do Eurobarómetro com dados de 2010 relativos à posição dos consumidores dos vários Estados-Membros face a diferentes tecnologias, entre as quais os alimentos transgénicos. Dois aspectos são particularmente relevantes para Portugal e merecem menção especial.

1 - A oposição aos transgénicos está a crescer em Portugal

No gráfico abaixo mostra-se a evolução do sentir público, tal como descrita pelo Eurobarómetro. A azul está a situação portuguesa. A vermelho, para referência, mostra-se a situação francesa. Curiosamente o ano de 1999, onde se verificou um pico de desagrado, foi também o único ano em que se cultivou milho transgénico em Portugal no último século. Desde 2005 até agora, precisamente quando o cultivo de transgénicos recomeçou em Portugal, é muito significativa a subida da desaprovação nacional. (Clique no gráfico abaixo para ver a imagem ampliada.)



2 - Portugal está muito mal informado sobre transgénicos

Considerando todos os países da União Europeia, e ainda alguns outros, o Eurobarómetro mostra que percentagem da população já ouviu falar em transgénicos. A situação portuguesa é tão dramática que chega a ser embaraçosa: somos dos mais mal informados da Europa, apenas à frente de Malta, e estamos 36 pontos percentuais abaixo da Alemanha! Note-se ainda que em Malta não há cultivo de transgénicos, pelo que é natural que a controvérsia (e a discussão na imprensa) seja menor. (Clique no gráfico abaixo para ver a imagem ampliada.)



A Batata Dourada

2009/09/05 - Já muitas pessoas ouviram falar do arroz dourado: é um arroz geneticamente modificado para produzir pró-vitamina A e assim ajudar a combater a cegueira e que, ao fim de mais de dez anos e muitos milhões de investimento, continua em desenvolvimento e não curou ninguém.
Mas agora ficámos a saber que nem sequer é necessário. Existem iniciativas no terreno que, com uma abordagem muito simples, directa e low tech, conseguiram já resultados notáveis. Uma delas é a que começou a ensinar (primeiro em Moçambique, a seguir noutros países africanos) a usar batata doce alaranjada em substituição da batata doce branca. A versão alaranjada, que é uma variedade natural, não transgénica, é muito rica em vitamina A e está a ser adoptada com grande entusiasmo - é até empregue para fazer pão. O sucesso foi de tal ordem que a organização envolvida, a Helen Keller International, ganhou a 3ª edição do Prémio da Visão da Fundação António Champalimaud (no valor de um milhão de euros).
Quando já há soluções simples, baratas, com provas dadas e prontas a usar, porque é que se continua a insistir no que é caro, ninguém quer, não dá nenhumas garantias e nem sequer está disponível?

Veja outras notícias sobre este trabalho e a atribuição do prémio:
Uma Batata Contra a Cegueira
Batata-doce está a Salvar Crianças da Cegueira

Na vanguarda da genética?

Foi com grande prazer que a Plataforma Transgénicos Fora encontrou a foto do 'Frango tipo Leitão' na edição de 24 de Maio de 2007 da revista Visão, uma imagem obtida pela Plataforma em 2005, no Porto. O objectivo à data foi, e mantém-se, chamar a atenção para o risco que representa a introdução de organismos geneticamente modificados (plantas e animais transgénicos) na nossa alimentação e ambiente. Não apenas pela confusão decorrente da nossa falta de preparação para tais evoluções tecnológicas, mas também pelo que de visceralmente nos repugna o "baralhar e voltar a dar" de genes e espécies que a Natureza entendeu por bem manter separados. Esta foto é, assim, uma visão antecipada desse admirável mundo novo que, na ausência de mobilização e rejeição dos portugueses, nos espera a todos. Mas para já, e felizmente, a engenharia genética ainda não chegou aos frangos dos pacatos cafés na Invicta profunda.

A opinião dos portugueses

Descarregue abaixo (são 6,5 MB!) a parte sobre OGM do Relatório do Estado do Ambiente de 2003, publicado pelo Ministério do Ambiente. A parte mais interessante está na última página. A partir da figura com os resultados do estudo do Observa (II Inquérito Nacional às Representações e Práticas dos Portugueses sobre o Ambiente), e se retirarmos os 29% de portugueses que não sabem/não respondem, ficamos com estas estatísticas para a população nacional que tem opinião:

Os OGM devem ter mais garantias de que não são prejudiciais para a saúde - 46.4%
Os OGM deveriam ser banidos do mercado - 28.2%
Os OGM devem ser comercializados desde que devidamente rotulados - 22.5%
Os OGM devem ser comercializados sem restrições - 1.4%

Ou seja: neste momento 74.6% dos portugueses com opinião não querem que os OGM sejam comercializados. Não é interessante?

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