Seja um(a) detetive OGM!

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TORNE-SE DETETIVE OGM!

 

 

 

Porquê um detetive OGM?

 

Os OGM são organismos geneticamente modificados, ou simplesmente transgénicos. Estas palavras sigificam que as plantas foram alteradas artificialmente no laboratório de um modo que se propaga às gerações seguintes. A engenharia genética permite extrair genes de bactérias, fungos, vírus, animais ou outras plantas para os inserir nas células das espécies agrícolas por forma a mudar as suas características. Já se fizeram morangueiros com genes de peixe e milho com comportamento de micróbios, entre muitas outras variações.

Há perigos? Porquê?
As plantas transgénicas representam um tipo de evolução impossível na Natureza: esta sempre teve muito cuidado em manter as espécies separadas, sobretudo quando pertencem a grupos muito diferentes. A engenharia genética, no entanto, faz tábua rasa da precaução e quebra a barreira das espécies de uma forma irreversível e incontrolada. Como se tal não bastasse, esta tecnologia baseia-se em conceitos científicos ultrapassados visto considerar um gene como uma informação estável, tal qual um programa de computador... mas nada poderia estar mais longe da verdade. Para além disso os governos têm aprovado a comercialização de plantas transgénicas sem que se façam os mais elementares estudos de toxicologia ou alergologia: estamos a alterar profundamente a agricultura sem necessidade e sem qualquer garantia ou protecção da nossa saúde. É um bom negócio, mas só para as multinacionais que vão lucrar com esta tecnologia à base de sementes patenteadas.

O que é um detetive OGM?

Um detetive OGM é um consumidor(a) atento(a) que, quando vai a um supermercado (ou qualquer loja de produtos alimentares), investiga o que há nas prateleiras por forma a descobrir e localizar os produtos transgénicos destinados à alimentação humana. O objectivo final é contribuir para que esses produtos deixem de estar à venda ou sejam usados nos restaurantes ou cantinas. Veja abaixo algumas tarefas em que todos podem colaborar. É muito simples!

Quem pode tornar-se detetive OGM?
Qualquer pessoa que não queira comer alimentos transgénicos e que pretenda, enquanto consumidor, influenciar as decisões dos industriais do sector agroalimentar, pode e deve tornar-se um detetive OGM.

Quando é que um detetive OGM deve entrar em funções?
Sempre que entra num restaurante ou supermercado. O detetive OGM só descansa por duas razões:

  • quando se trate de produtos biológicos, visto estarem garantidamente livres de ingredientes transgénicos;
  • nas secções das frutas e legumes frescos, pois a União Europeia ainda não aprovou nenhuma variedade transgénica de hortofrutícolas.
  • Mas nos restantes sectores - congelados, carnes, enlatados, bolachas, sopas. lacticínios, cereais, bebidas, pães, margarinas, massas, etc. (e nas cantinas e restaurantes) há três tarefas simples à espera dos detetives OGM: veja os detalhes já a seguir.

     

    QUAL A PRIMEIRA TAREFA DE UM DETETIVE OGM?

    A principal tarefa de um detetive OGM é muito simples: verificar se os alimentos que compra contêm algum ingrediente transgénico. Quando descobrir um produto nessas condições, envie-nos um pacote para amostra (a nossa morada está na secção 'Contactos'). Nós fotografaremos o produto e incluiremos a fotografia nesta página e na respectiva Lista Negra de alimentos a evitar. Assim é possível alertar o país inteiro! Também pode fotografar o produto transgénico em casa, enviar-nos uma fotografia digitalizada ou em papel e posteriormente devolver o produto ao supermercado e pedir o reembolso, justificando esse acto com o facto de o produto ser transgénico. Esse gesto é importante, pois mostra aos gerentes e industriais que há cada vez mais consumidores que rejeitam os OGM e assim contribui para o seu descrédito.

    QUAL A SEGUNDA TAREFA?

    O detetive OGM preenche os cartões de sugestões disponíveis nos super- e hipermercados com um recado muito simples: para comprar produtos animais nesse local, precisa de ser informado onde encontrá-los com a garantia de não serem provenientes de animais alimentados com produtos transgénicos. Esta é a melhor forma de mostrar que não há lugar para OGM no mercado português, mesmo quando a lei não protege o consumidor e permite que os OGM cheguem ao nosso prato pela 'porta das traseiras'.

    E QUAL A TERCEIRA TAREFA DE UM DETETIVE OGM?

    Nos restaurantes ou cantinas que habitualmente frequenta, faça compreender ao(à) gerente que não tem interesse em continuar cliente se a empresa não rejeitar activamente os produtos com ingredientes OGM. É que, mais uma vez, a lei não ajuda. O alimentos chegam rotulados aos restaurantes e cantinas, mas essa informação não é passada ao consumidor final. Assim, a única via que resta é a pressão junto destes estabelecimentos para que definam uma política de exclusão total de produtos transgénicos, tanto vegetais como animais, e tornem pública junto de todos os clientes.

    Quais são os OGM em circulação?
    Há dois grandes tipos de transgénicos em circulação: o milho e a soja (a colza e o algodão transgénicos também estão aprovados na União Europeia, mas são pouco usados em Portugal). Na prática, se os alimentos contiverem milho, soja, ou algum dos seus derivados (óleos, amidos, farinhas, lecitinas, proteínas, etc) eles podem ser transgénicos, isto é, podem ter sido preparados com variedades normais ou com variedades geneticamente modificadas destas matérias primas.

    O que diz a lei?
    Se um produto contiver um ingrediente vegetal transgénico, isso tem de vir mencionado no rótulo (ou na lista de ingredientes) com as palavras «geneticamente modificado».

    Há OGM invisíveis?
    A esmagadora maioria dos consumidores europeus mostrou há muito que não confia nos alimentos transgénicos e os supermercados viram-se forçados a retirá-los praticamente todos das suas prateleiras. Mas os OGM continuam a ser cultivados e importados - para quê? A resposta é simples: para as rações animais. Quase todos os produtos animais à venda nos supermercados (a não ser que sejam produtos biológicos) são provenientes de animais que foram alimentados com OGM. E nunca foram feitos estudos sobre os perigos que tal prática acarreta para a saúde humana, embora a doença das vacas loucas tenha provado que as pessoas podem ser profundamente afectadas pelo que os animais comeram.

    A lei ajuda?
    No caso dos produtos animais a lei europeia não dá qualquer escolha ao consumidor. Ao comprar a carne, o leite e lacticínios, os ovos e o peixe (quando o peixe é de aquacultura) não há nenhuma indicação (rotulagem ou outra) que permita distinguir quais os produtos animais que não são provenientes de uma cadeia alimentar transgénica.

    Como tirar dúvidas e passar informação?
    Contacte-nos! A Plataforma Transgénicos Fora fará os possíveis para passar informação, tirar dúvidas, colaborar ou simplesmente trocar ideias sobre o impacto negativo das plantas transgénicas na agricultura, na saúde, no ambiente, na sociedade em geral e até no terceiro mundo.

    Contamos consigo para proteger a saúde e a alimentação portuguesas!

    Comentários

    Olá.
    Sou daquelas pessoas que lê os ingredientes de tudo o que compra. Vejo inúmeras vezes "amido modificado" nos alimentos. Esse "modificado" significa que é geneticamente modificado? Que é amido modificado?

    Se diz apenas "amido modificado", então não é geneticamente modificado (ou transgénico), e trata-se apenas de uma alteração química. Se fosse transgénico teria de usar, de acordo com a lei, a expressão "geneticamente modificado".

    Gostaria de saber, sendo apenas amido modificado, não sendo transgénico, que implicações pode ter na saúde? É aconselhável?

    obrigado.

    Aqui na Plataforma Transgénicos Fora não temos informação concreta que permita dizer com certeza se o amido quimicamente modificado, não transgénico, tem ou não impacto negativo na saúde. Mas o bom senso diz que a saúde sai a ganhar quando se evita qualquer tipo de intervenção industrial na alimentação.

    Agradeço informações sobre este produto, pois tenho dúvidas sobre o mesmo e como tal não o estou a comprar. O que diz a legislação sobre OGMs? Parece-me dúbia, pois deveria referir expressamente que não contem OGMs.
    Cumprimentos

    Júlio Dinis Sousa
    dinisousa@sapo.pt

    A legislação diz que, se um produto tiver OGM, isso tem de ser rotulado. No caso de contaminação 'tecnicamente inevitável', a rotulagem só tem de existir no caso de a % de OGM atingir os 0,9%. Por isso, e assumindo que o LIDL está a cumprir a lei, se o milho não está rotulado, é porque não é transgénico (e que, se estiver contaminado, essa contaminação não atinge 0,9%).

    Não sou especialista na matéria, apenas sou consumidor e tenho uma alimentação vegan. Como consumidor há muito que tenho evitado os produtos com OGM, bem como os óleos hidrogenados ou as matérias gordas hidrogenadas. No entanto, no que tenho lido, a maioria das vezes não se cumpre a lei e as empresas para não "assustarem" os consumidores, evitam a expressão "geneticamente modificado", utilizando expressões como: amido transformado de milho, amido de milho modificado, amido modificado de tapioca, ou simplesmente amido modificado. Pelo sim, pelo não, o melhor é evitar todo o tipo de "modificações", sobretudo para pessoas que gostam de tratar muito bem o seu fígado, evitando tudo o que possa mandar toxinas para o organismo.

    Tenho observado várias plantações de milho, com placas identificativas, com a designação "Pioneer" e mais recentemente "Monkada". Gostaria de saber se se tratam, em ambos os casos, de plantações de milho transgénico e se as experiências que a Direcção Regional de Agricultura tem realizado, nomeadamente no Baixo Mondego ao abrigo da medida AGROS, contemplam a experimentação com espécies GM? Não será um contra-senso a plantação deste tipo de culturas em áreas ricas em biodiversidade e protegidas legalmente, como o caso das zonas húmidas? Como evitar que tenhamos uma plantação deste tipo à porta de casa? Sei que a lei permite o cultivo destas espécies em Portugal, mas não podemos fazer mais nada a não ser protestar?
    Cumprimentos
    raquel

    Cara Raquel,
    As placas nos campos de milho indicam a empresa ou variedade em causa, e não são específicas para transgénicos. Não temos qualquer informação sobre a variedade "Monkada" que menciona. Quanto ao Programa AGRO, penso que se refere ao projecto 853 sobre coexistência (ver mais em http://www.agro8-1.net/consulta_p.asp?id=853), mas não temos disponíveis informações que permitam saber com detalhe que variedades (transgénicas ou não) estão a ser empregues nem em que regiões do país está a ter lugar. Neste endereço (http://stopogm.net/files/CC2007Centro.pdf) pode encontrar a lista de todos os cultivos legais de milho transgénico na zona centro. Quanto à questão, mais vasta, dos riscos e impactos no ambiente e na saúde, há muitas coisas que se podem fazer: colaborar com a Plataforma Transgénicos Fora é uma delas! O principal, no entanto, é divulgar informação na sua família, escola, local de trabalho, etc. No endereço http://stopogm.net/files/Consumo.pdf está disponível para descarregar o panfleto mais recente da Plataforma, que pode imprimir e distribuir à vontade. Para mudar leis, empresas e práticas injustas, só mesmo com toda a população esclarecida. Bom trabalho!

    Ola.
    Gostaria de saber se existem garantias de que todos os produtos transgénicos vêm devidamente identificados como tal ou se simplesmente, para o sabermos, teremos de verificar tudo o que nos dizem os rótulos.
    Obrigado e continuem, com muita força ;)

    A identificação da presença é feita na lista de ingredientes, onde deverá dizer "geneticamente modificado" em relação ao milho, soja, e seus derivados, no caso de serem transgénicos. No entanto não há rotulagem em restaurantes/cantinas, só nos supermercados, e também não há qualquer informação em produtos animais (quando os animais comeram transgénicos).
    Esperamos ter esclarecido.

    Olá!
    Gostaria de saber quais as vantagens e desvantagens dos o.g.m.
    Se são projudiciais para a saúde dos seres humanos. Qual é a função dos trangénicos quanto á nossa alimentação. Fiquei curiosa para saber o que são e como funcionam.
    Sem mais outro assunto subscrevo:
    Maria Leão

    Para responder às suas questões aconselhamos a consulta do documento disponível em http://stopogm.net/files/Consumo.pdf

    Olá a todos! Em primeiro, queria dizer que gosto muito desta pagina. Precisava de saber, urgentemente, uma completíssima lista de OGM - Organismos Geneticamente Modificados. Podem ajudar-me??

    Helena Lourenço.

    gostaria de saber de existe um símbolo que identifique produtos (p.e. bebida de soja) livres de ogms - disseram-me que sim mas estou c/ dificuldade em encontrar. fico desde já agradecido

    Em Portugal não existe nenhum símbolo específico que tenha sido estabelecido para garantir a ausência de OGM. No entanto, o símbolo de agricultura biológica garante que não há OGM, entre outras coisas.

    [...] E nunca foram feitos estudos sobre os perigos que tal prática [...]

    Porque o Dr. Pusztai foi desrespeitado quando iniciou um debate referente a batatas transgênicas ?

    Em uma pesquisa conduzida pelo Dr. Pusztai em 1999 gerou dúvidas ao redor da segurança da comida transgênica. Ele é um cientista ajuizado (maduro) e imensuravelmente competente, possuí doutorado em Bioquímica no Lister Institute no Reino Unido. Deu início em Aberdeen na Escócia a um trabalho em 1963 no Instituto de Pesquisa Rowett, deu continuidade a este trabalho por 35 anos. Foi homenageado como precursor em seu trabalho de pesquisa de uma proteína típica que manifesta atividades de aglutinação nas células, indução de fragmentação das células, corte funcional das células, desordem da mitocôndria (devido a defeitos na célula que pode afetar muitas partes do corpo) por ser vinculada a uma cadeia de açúcar por uma combinação de polissacarídeos de uma membrana celular {lectin é um termo que envolve tudo isso aí} é reconhecido como um especialista mundial nesta área de proteínas e publicou muitos livros e artigos (34 ?). Dr. Pusztai realizou experimentos de alimentos em batatas transgênicas para o Scottish Office (nome da instituição) em 1996. Ele descobriu que depois que alimentou os ratos com batatas transgênicas eles sofreram diversas mudanças depois de 10 dias no rim, no timo (que é responsável por preparar a timosina alfa, timopoetina, e a timulina), no baço e intestinodos animais. O cérebro do rato também diminuiu. Elucidado por estas descobertas Dr. Pusztai foi chamado para realizar mais pesquisas. Quando o Dr. Pusztai foi ao público com os resultados da pesquisa ele foi rapidamente demitido pelo Instituto Rowett. Pusztai acredita que esta ação foi coordenada e induzida pela indústria de biotecnologia.
    -----------------------------
    Com essa descoberta a equipe dele foi desfeita, todos dados da pesquisa foram confiscados e seis outros projetos similares foram paralizados.

    Ele acusou a indústria de biotecnologia em esconder vários dados, e outros testes que já foram realizados. Veja mais em:

    http://www.energygrid.com/ecology/2002/10ap-pusztai.html
    http://archives.foodsafety.ksu.edu/agnet/2001/2-2001/ag-02-20-01-01.txt

    A razão que ficou da sua demissão foi que ele era incopetente e que sua campanha era uma tipo de desinformação que influenciava o lobby pro-GM, qual foi rapidamente comparada a reputação de longa data que tem, com o nível de um cientista exímio (com uma carreira brilhante de 36 anos) que prosseguiu sobre a ignorância do público sobre o perigo em potencial da pesquisa de alimento transgênicos. Eles retrataram o Pusztai como um velho muito tolo e caduco que tinha se enganado com sua pesquisa. E que o resultado de Pusztai conseqüentemente não implicaria em nada para a segurança de engenharia genética, só implicaria para a própria imcopetência dele, a qual justificaria dele ter sido afastado.

    Ele foi ridicularizado em todos meios de jornal, e no meio científico, foi privado de se defender e sua bilhante carreira chegou ao fim.

    Fiquei a saber de algo que até era agora me era desconhecido.
    Foi sem dúvida uma informação muito útil. Dá para ver como neste mundo as coisas são manipuladas quando há certos interesses em jogo. Sem dúvida que vou começar a pesquisar sobre esse Dr. Pusztai.

    Tenho visto imensas placas em plantações de milho da zona centro com este nome: Dekalb.
    Alguém me explica o que é isto?

    A Dekalb é uma multinacional que vende sementes, nomeadamente de milho. No caso de campos de milho, ele pode ou não ser transgénico.

    Chamou-me a atenção pela grande densidade da plantação, comparada com as outras que sempre vi crescer na zona.

    Sim e eu vi há 15 dias junto ás praias de Leça da Palmeira no Norte montes de plantações de milho com placas da KWS. Também são transgénicos não são?

    OGMs que sacanas!estão por toda a parte!assustador!

    Será o princípio do fim...A Coca cola tem dióxido de carbono, outro veneno mas tomam! Certos remédios, como é o caso do Dolorun Forte (receitado pela minha médica na sequência de um AVC que tive ha sete anos, contém dióxido de titânio  um dos mais potentes agente cancerígeno que existe no planeta! Como posso confiar, se até o café que tomo na rua já não é mais o mesmo, o ar que respiro na minha cidade já não é o mesmo (parece um gaz tóxico que exala das pessoas... Algo está para acontecer! Mas só tenho receio das vossas crianças que parece que consomem RITALINA pelo modo que gritam! Não posso falar mais mas sei que todos cairam nas malhas da BESTA! O Projecto Haarp, o programa PRISM, os CHEMICALTRAILS, a maçonaria, a lavagem de dinheiro, a droga (não tenho a certeza de qual seja pois nunca consumi drogas, mas tenho os meus palpites!)os rituais e infelizmente as doenças derivadas dessa droga que já matou tanta gente na minha terra. Obrigado meu Pai pois sei que me proteges desde que saio para o trabalho, até chegar de volta a minha casa. Não quero ser rica e por isso não me torno MAÇON!

    " (...) A “venda” de informação como a que me pretende “impingir” como a “história Putzai” (...) demonstra claramente que não sabe do que fala. (...)

    Excerto de uma troca de e-mails entre mim e Pedro Fevereiro, Presidente da Direcção do Centro de Informação de Biotecnologia, 07.03.2012

    Cara Inês,
    Agradecemos a informação. O caso Pusztai está amplamento documentado nos media e a atitude negacionista do Presidente do CIB leva a perguntar que outros factos andarão a ser negados por serem tão inconvenientes.
    Cumprimentos,
    Plataforma Transgénicos Fora

    Então é assim. Eu há relativamente pouco tempo li um artigo da Deco onde eles testaram a presença de transgénicos em variadas comidas/bebidas e especialmente em coisas de soja. Detectaram 0% de presença de transgénicos em tudo o que foi testado. Porque felizmente, ainda existe algum bom senso e o milho cultivado (que se saiba, o único transgénico plantado em portugal) é essencialmente para alimentação de gado. Agora, eu vivo no Brasil. E aqui, está estimado que 85% de TODO O MILHO SEJA TRANSGÉNICO. É uma realidade brutalmente diferente. Todos os alimentos tem um simbolo (um t) mas mesmo assim, se não disser claramente que não é livre de transgénicos há uma grande possibilidade de contaminação porque as empresas (Monsanto, Sygenta) distribuiram pelos agricultores gratuitamente sementes transgénicas... E ofereceram uma data de quimicos e agro tóxicos que hoje em dia são proibidos na EU por exemplo. Por isso, não percam nem um hectare para os AGM pois antes de vocês saberem... eles já invadiram a terra!

    Bom-dia.

    Deixo aqui dois link, de informação útil: http://www.syngenta.com/country/pt/pt/a_syngenta/Noticias/Pages/0061.aspx

    http://agrotec.pt/?p=3181

    Obrigado.

    Boa noite,

    Parabéns ao v/ movimento. Tenho duas questões:

    1) A falta de regulamentação sobre informação da proveniência dos alimentos utilizados em restaurantes e cantinas é uma realidade portuguesa ou é uma desregulamentação europeia?

    2) Podem pf indicar aqui, se possível, os links que regulam a produção e consumo de ogm's no nosso país?

    Obrigado pela atenção

    Caro André Silva,

    Obrigado pelo contacto. Os restaurantes e cantinas não são obrigados a informar os seus clientes quanto à utilização de transgénicos nos seus pratos por falta de legislação europeia. As regras atualmente em vigor, tanto em Portugal como na UE, podem ser consultadas no nosso centro documental:

    http://stopogm.net/centrodocumental#x

    Cumprimentos,
    Plataforma Transgénicos Fora

    Aqui no Brasil parece não haver mais nenhum amido não trangênico e demais produtos com componentes transgênicos em sua composição não para de aumentar.

    Bem isso, Luciano, tudo que é amido de milho que encontro tem o aviso de GMO... até achei um uma vez que não tinha, mas já é tão estranho que desconfiei que poderia ter sido omissão da empresa, mesmo.

    Boa tarde

    Sou um adepto da cultura natural e mais saudável possível, tendo sempre a preocupação de me afastar de alimentos transgénicos. O problema para mim e, para a maioria da população, é a falta de informação a respeito dessa cultura e dos alimentos/produtos que abrangem. Nesse sentido, faço este contacto para a vossa plataforma para me elucidarem, se possível, quanto a um aspecto - frutas sem sementes (as uvas e a melancia sem sementes e agora uma nova variedade de melancia amarela que surgiu) são alimentos transgénicos e/ou representam algum perigo para a saúde da população e ambiente?

    Tem se tornado uma busca incansável e nada produtiva quanto a este tópico pois enquanto existem quem diga que são transgénicos e representam riscos para a saúde, também há quem diga que não, que trata-se apenas de variedades melhoradas e muitas através inclusive de procedimentos naturais...

    Conseguem elucidar-me a esse respeito por favor?

    Aguardo resposta,

    Obrigada,

    Cumprimentos,

    Paulo

    Caro Paulo,

    Obrigado pela visita e pelo contacto. Essas variedades sem sementes que refere não são geneticamente modificadas. Atualmente em Portugal os transgénicos limitam-se à soja e ao milho. No futuro isso pode mudar, claro, mas para já pode estar descansado.

    Cumprimentos,
    Plataforma Transgénicos Fora

     

    Boa tarde,

    Gostaria de colocar mais uma dúvida. Ao que parece, é obrigatória a referência a OMG nos ingredientes. Contudo, será possível encontrar produtos produzidos fora de Portugal a serem cá comercializados, que não estejam devidamente assinlados..ou não?

    Cara Cristina Santos,
    Obrigado pelo contacto e interesse. É de facto obrigatória a rotulagem de alimentos que contenham transgénicos, sejam eles produzidos nacionalmente ou no estrangeiro. No entanto a questão que colaca faz sentido. Temos encontrado alimentos importados da América Latina que estão mal rotulados, isto é, indicam que têm OGM mas essa indicação não obedece à lei. É portanto possível que haja outros produtos que sejam igualmente importados e não exibam qualquer rotulagem apesar de conterem OGM. Essa situação, a verificar-se, parece mais provável para alimentos provenientes de fora do espaço europeu. Para despistar esse problema só com análises por amostragem, algo que cabe à ASAE levar a cabo.
    Boas compras,
    Plataforma Transgénicos Fora

    Gostaria de saber onde consta na legislação a obrigatoriedade de mencionar OGM nos produtos de origem vegetal. Grata.

    Gostaria de nos apoiar?

    FALE CONNOSCO